Por que o fundador da iRobot não se aproxima a menos de três metros dos robôs autônomos atuais.

Queda de Robôs Humanoides

No seu relato, Brooks menciona que esteve "muito próximo" de um robô humanoide Digit da Agility Robotics quando ele caiu, o que ocorreu há alguns anos. Desde então, Brooks não se atreve mais a se aproximar de robôs humanoides enquanto está caminhando. Ele observa que, até mesmo em vídeos promocionais de empresas de robótica, as pessoas nunca são mostradas próximas a robôs humanoides em movimento, a menos que haja uma separação por móveis. Mesmo nessas situações, ele destaca que os robôs se movem de forma bastante limitada.

Problemas de Segurança

Esse problema de segurança não se limita a quedas acidentais. Para que os robôs humanoides possam desempenhar os papéis prometidos em ambientes de saúde e fábricas, é necessário que eles obtenham certificação para operar em áreas compartilhadas com humanos. Os mecanismos de locomoção atuais tornam a obtenção dessa certificação praticamente impossível sob as normas de segurança vigentes na maioria das regiões do mundo.

O Futuro dos Robôs Humanoides

Brooks prevê que, dentro de 15 anos, haverá uma quantidade significativa de robôs conhecidos como "humanoides" realizando diversas tarefas. No entanto, ironicamente, esses robôs não se parecerão em nada com as máquinas bipédalas que conhecemos hoje. Eles terão rodas em vez de pés, um número variável de braços e sensores especializados que não lembram os olhos humanos. Alguns poderão ter câmeras nas mãos ou posicionadas em suas regiões inferiores. Assim, a definição de "humanoide" irá mudar, assim como "carros voadores" agora se referem a helicópteros elétricos, em vez de aeronaves capazes de trafegar nas estradas; e "carros autônomos" agora significam veículos monitorados remotamente por humanos, em vez de sistemas verdadeiramente autônomos.

Investimentos e Avanços Tecnológicos

Os bilhões que estão sendo investidos atualmente para forçar os robôs humanoides rígidos de hoje a aprenderem a ter destreza estarão, segundo Brooks, em grande parte perdidos. Pesquisadores acadêmicos estão avançando mais rapidamente com sistemas que incorporam feedback tátil, como a abordagem do MIT, que utiliza uma luva que transmite sensações entre operadores humanos e as mãos dos robôs. No entanto, mesmo esses avanços estão longe da capacidade de sensibilidade tátil abrangente que possibilita a destreza humana.

Desafios Futuramente Previstas

Atualmente, poucas pessoas passam seus dias próximas a robôs humanoides, mas a regra dos três metros de Brooks serve como um aviso prático sobre os desafios que estão por vir, vindo de alguém que passou décadas construindo essas máquinas. A diferença entre os vídeos promocionais e a realidade da implementação continua sendo significativa, medida não apenas em anos, mas também em problemas fundamentais não resolvidos relacionados à física, à detecção e à segurança.

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