Google recupera vídeo “apagado” do Nest em caso de sequestro de grande notoriedade no Brasil.

Investigação e Recuperação de Dados

Declarações feitas por investigadores indicam que o vídeo em questão foi aparentemente “recuperado de dados residuais localizados em sistemas de backend”. No entanto, não está claro por quanto tempo esses dados são retidos ou quão fácil é para o Google acessá-los. Algumas informações sugerem que o processo de recuperação pode ter levado vários dias para ser concluído.

Em soluções de armazenamento em grandes empresas, o termo “deletado” para o usuário nem sempre significa que os dados foram eliminados de forma permanente. Muitas vezes, dados que não são mais necessários são compactados e sobrescritos apenas conforme necessário. Durante esse intervalo, pode ser possível recuperar essas informações. O Google, como uma empresa desse porte, pode optar por fazer a recuperação de dados por conta própria ou pode ser obrigado a realizá-la por uma ordem judicial. No caso específico de Guthrie, parece que o Google colaborou voluntariamente com a investigação, o que parece razoável. A divulgação de um vídeo do suposto autor do crime pode representar um grande avanço na busca por informações por parte dos investigadores, especialmente ao solicitarem ajuda do público.

A Natureza da Armazenagem na Nuvem

Há uma tentação de atribuir alguma intenção maliciosa à configuração de armazenamento de vídeos do Google. É importante observar que este vídeo expirou após três horas, mas apareceu novamente nove dias depois. Essa discrepância gera um certo grau de suspeita, especialmente considerando que a empresa tem um forte foco no treinamento de modelos de inteligência artificial que utilizam vídeos como fonte de dados.

Em ocasiões anteriores, questionamos o Google sobre como a empresa utiliza o dispositivo Nest para treinar seus modelos de inteligência artificial. O Google afirmou que não incorpora vídeos de usuários em seus dados de treinamento. No entanto, a forma como os usuários interagem com o serviço e com seus vídeos está dentro do escopo de coleta de dados. Segundo a empresa, “podemos usar suas contribuições, incluindo solicitações e feedbacks, uso e resultados de interações com recursos de IA para fomentar pesquisas, ajustar e treinar os modelos generativos do Google, tecnologias de aprendizado de máquina e produtos e serviços relacionados.”

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