Nvidia e o DLSS 5: Debates na Comunidade Gamer
Na semana passada, a revelação pública da Nvidia sobre o DLSS 5 e suas melhorias gráficas impulsionadas por inteligência artificial suscitaram forte desapreço entre a comunidade de jogos. Em um podcast publicado na segunda-feira, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, tentou diferenciar as melhorias gráficas opcionais, guiadas por artistas, do que ele considera ser o “AI slop”, um termo que Huang afirma não gostar.
Entrevista com Jensen Huang
Durante uma entrevista que durou quase duas horas no Podcast de Lex Fridman, Huang foi questionado sobre o “drama” envolvendo o DLSS 5 e as preocupações expressas por gamers online de que a nova tecnologia poderia fazer com que os jogos se parecessem com “AI slop.” Huang reconheceu que compreendia a perspectiva dos jogadores, uma vez que ele mesmo não aprecia esse tipo de produto artificial. “Eu consigo ver de onde eles estão vindo, porque eu também não gosto de AI slop… todo o conteúdo gerado por IA costuma parecer similar e todos eles são bonitos, então… eu sou empático em relação ao que eles estão pensando”, afirmou.
Diferenciação do “AI Slop”
Ao mesmo tempo, Huang esclareceu que o DLSS 5 se distingue desse tipo de conteúdo. Ele descreveu a tecnologia como condicionada e guiada em 3D, explicando que os artistas responsáveis por um jogo continuam sendo os criadores da geometria estrutural e das texturas que formam a “estrutura de verdade” a partir da qual o DLSS 5 opera. “E assim, cada quadro é aprimorado, mas nada é alterado”, declarou.
Preocupações da Comunidade Gamer
No entanto, a preocupação da maioria dos gamers não se concentra na criação de conteúdo novo e surrealista, como ocorre com alguns modelos de IA generativa. O receio predominante é que as “melhorias” visuais do DLSS 5 possam levar à uniformização de diversos jogos em direção a um único padrão de fotorrealismo homogêneo e achatado.
Compreensão da Tecnologia
Huang considera esse entendimento como um equívoco sobre o funcionamento do DLSS 5. Ele reiterou que esta não é uma tecnologia que altera um jogo já finalizado por meio de um processamento posterior. Em vez disso, o DLSS 5 “está integrado ao artista, e assim se trata de fornecer ao artista a ferramenta da IA, a ferramenta da IA generativa.”
